ALTO TURNOVER NAS ORGANIZAÇÕES: Baixa remuneração ou cegueira na LIDERANÇA?

“As empresas podem ser tudo, mas nada serão se não houver pessoas a definir-lhes a visão e o propósito". (Vergara)

                  Ms.Rivalina M. M.Fernandes

          Sabe-se que as pessoas são a para que uma organização possa executar suas estratégias, visando manter-se competitiva no mercado em que atua. Assim, o papel do líder é fundamental nesse processo de administração, pois a forma como o mesmo lidera pode gerar alta produtividade através de uma equipe coesa e experiente ou pode ser motivo para a existência de um alto índice de rotatividade. O turnover faz parte da realidade corporativa, mas ele pode ser baixo.

Para Robbins (2004), Soto (2005) e Bowditch e Buono (2004), liderança é a capacidade de influenciar um grupo em direção ao alcance de objetivos. Com essa responsabilidade, pessoas assumem o papel de líderes, gerando metas e adotando atitudes que definem as suas características de liderança. As características de um líder podem influenciar positivamente ou negativamente um trabalhador a permanecer na organização em harmonia com os objetivos da mesma.

            O turnover tem sido um dos principais problemas que atualmente vem preocupando os executivos. Reduzir ao máximo as saídas de pessoal tem sido uma tarefa quase que impossível, devido ao mercado de trabalho competitivo em que as empresas estão inseridas. As informações a respeito do fenômeno turnover podem ser obtidas através das entrevistas de desligamentos, respondida com pessoas que estão se desligando da empresa, sendo portanto uma ferramenta de extrema importância no diagnóstico de  suas causas.

            Enquanto os líderes continuarem acreditando que a remuneração é o principal motivo do desligamento, esses fatores permanecerão escondidos. Segundo estudo do Saratoga Institute, 89% dos líderes pensam dessa forma. Esse raciocínio, em parte, é resultado da má condução da entrevista de desligamento. Experiências empíricas vem mostrando que muitos empregados justificam a saída por questões financeiras por medo de revelar o real motivo e ser prejudicado em sua trajetória profissional.

            Na medida em que o líder estabelece uma relação pessoal positiva com os liderados, demonstrando consideração por eles e criando um ambiente de apoio, o funcionário pode tornar-se menos propenso a se desligar.

            Segundo Robbins (2005), as evidências demonstram que a estabilidade, ou baixos índices de turnover, estão positivamente relacionados com a satisfação do funcionário ou trabalhador.

            Neste sentido, Bergamini (2006), explica que o líder se constitui peça-chave em não permitir que a motivação dos seguidores vá diminuindo até desaparecer definitivamente.

            Segundo a autora, quando o trabalhador sente que seu líder assume a figura de um parceiro, que junto com ele empreende um caminho até sua auto-realização, o vínculo entre ambos se estabelece de maneira firme e duradoura.

            É bastante usual nos depararmos com líderes com forte necessidade de controlar e dominar, acreditando que devem ter todas as respostas e dar ordens. Essa atitude os impede de escutar sua equipe e conhecer suas boas ideias.

            O problema do alto turnover de sua equipe pode até estar aliada a questão salarial abaixo da média da região, mas antes de oferecer salário, observe se seus líderes delegam tarefas fazendo com que as pessoas se sintam úteis, se dão liberdade para que as pessoas ajam como se fossem os gestores do projeto, se fornecem a eles feedback positivo e não só negativo, enfim, se adotam práticas criativas no sentido de elevar o espírito empreendedor que existe em cada um dos seus liderados.

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